Nossa.. Sei que estou devendo um post há muito tempo.. Peço mil desculpas a todos os meus leitores assíduos.. Hehehe. Prometo escrever com mais frequência. A vida está muito corrida por aqui, muitas obrigações, pressão total!
Estou muito feliz agora que o meu amor está aqui ao meu lado, mas a vida anda bem complicada. Alexandre ainda não arrumou um emprego, a crise por aqui está feia e é mais difícil ainda para nós, estrangeiros. É difícil acreditar que entre países irmãos como Portugal e Brasil exista preconceito, mas existe. Essa semana passei por uma situação constrangedora. Estou trabalhando em outro call center, é um part-time de quatro horas por dia, para descolar uns trocos. É só o que eu consigo arrumar por aqui e dá para conciliar com o mestrado. Estou vendendo um serviço de IPTV, é um serviço semelhante ao disponibilizado pela TV digital e é vendido juntamente com Internet e telefone, chama-se triple play. Enfim, estava explicando os pacotes e tal e o homem do outro lado da linha, depois de perguntar-me tudo, disse que não fazia compras pelo telefone. Até aí tudo bem, normal. Logo em seguida, escutei a pérola: ainda mais quando um estrangeiro me liga, eu não contrato estrangeiros! Na hora, tive vontade de dar uma de Michael Douglas em “Um Dia de Fúria”, mas me segurei e só pensei em manter meu emprego. Fico pensando no que leva alguém a pensar isso. O que fez aquela pessoa julgar que o caráter de um brasileiro é diferente do de um português? Para mim, qualquer explicação a respeito dessa atitude é inaceitável. Mas bola pra frente…
Bem, falando de amenidades agora. Alexandre está revelando-se um ótimo cozinheiro, seu desempenho na cozinha evoluiu muito! Estou comendo melhor, parei de emagrecer, o que me deixou muito triste, estava muito feliz com minha rápida perda de peso. Agora é manter e tentar emagrecer um pouquinho mais. Rs.. Para quem não sabe, perdi oito quilos por aqui e Alexandre também está com as pernas tão fininhas…
A primavera se aproxima e, sinceramente, nunca aguardei tão ansiosamente a chegada do verão. Estou farta do frio, meus pés não respiram, o formato do meu dedo mindinho do pé até mudou, minha unha está curvada, espero que volte ao normal. Não aguento mais meus pés enclausurados, estou empolgada com o verão, quero acampar, comprar biquínis, ir à praia, aposentar minhas calças por um tempo, sair sem casaco. O calor torna as pessoas mais alegres. Acho que este é um fator que explica a alegria do brasileiro. O frio deprime.
Outra coisa que quero falar é sobre o Acordo Ortográfico. Vocês não imaginam o furor que isso tem causado por aqui. Os portugueses são muito apegados às tradições, têm medo de mudança. Quase ninguém é a favor do acordo. Estava assistindo ontem a um debate a televisão sobre o assunto e uma professora de Linguística estava dizendo que era um absurdo a predominância da oralidade sobre a linguagem escrita! A louca não percebe que a língua é mutante e que, se nada for feito, daqui a algum tempo falaremos línguas diferentes e não nos compreenderemos! Falaremos realmente “brasileiro” como eles dizem, o que será muito ruim para Portugal, já que o Brasil é bem maior. Eles ficarão isolados, já que a maioria dos países africanos que foram colonizados pelos portugueses, senão todos, não falam apenas português. Enfim, mas eles não querem mudar de jeito nenhum. Sei que tudo que é imposto é um problema, mas o acordo facilitará o intercâmbio cultural entre os dois países.
Bem-vindos!
Sejam bem-vindos a este blog de uma brasileira que vive em Lisboa e "anda" por Portugal. Aqui vocês podem saber quais são minhas impressões desta terrinha lusa.
Lembrem-se: os meus textos estão escritos em português do Brasil, pois a maioria dos meus leitores é brazuca. Mas, com o passar do tempo, já cometo deslizes... Caraças, pá!
Lembrem-se: os meus textos estão escritos em português do Brasil, pois a maioria dos meus leitores é brazuca. Mas, com o passar do tempo, já cometo deslizes... Caraças, pá!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Funk, axé e Tropa de Elite
Quando falamos em música brasileira por aqui, é claro que todos conhecem Tom Jobim, Caetano Veloso, Vinicius de Moraes, Elis Regina e tantos outros nomes da nossa MPB. Mas uma coisa é certa: os portugueses também conhecem o funk, o axé e até o “proibidão” de Tropa de Elite. A Tati Quebra Barraco é conhecida por aqui. Sério mesmo. E muitos outros. As meninas da faculdade conhecem uma gama imensa de funks, que nem eu ouvi falar. É engraçadíssimo. O axé também faz um supersucesso. A Ivete, principalmente.
Lá no trabalho, tem uma mulher com um parafuso a menos que fica ouvindo o Rap das Armas versão proibida no MP3 do seu celular e fala do Bope como se o nosso Batalhão de Operações Especiais fizesse parte de sua vida. Hoje ela passou o “proibidão” por bluetooth para o celular do meu coordenador!!! Ele assistiu à Tropa de Elite três vezes. Ela já viu umas cinco vezes e vibra com o “pancadão”. Hoje, disse a ela que tudo isso parece muito engraçado, essa história de uma música que só tem nome de armas, porque isso não acontece no país dela. Não tem apologia ao tráfico, não tem guerra pela posse das bocas de fumo… Porque aqui ninguém morre de bala perdida, ninguém escuta tiros e continua a agir com naturalidade como nós fazemos. Ninguém tem medo de pegar a via expressa de madrugada e ninguém anda agarrado com a bolsa no centro da cidade. Ninguém põe uma parte do dinheiro na meia, a outra no bolso da frente e a outra no bolso de trás. Muita gente nunca foi assaltada. No máximo, um furto… Sinto muita falta de várias coisas, mas não existe nada melhor no mundo que andar sem medo por aí, caminhar por uma rua desconhecida sem receio e andar de transportes públicos de madrugada. Da violência, eu não sinto falta nenhuma. Chego até a perguntar-me como conseguimos lidar com a realidade carioca.
Lá no trabalho, tem uma mulher com um parafuso a menos que fica ouvindo o Rap das Armas versão proibida no MP3 do seu celular e fala do Bope como se o nosso Batalhão de Operações Especiais fizesse parte de sua vida. Hoje ela passou o “proibidão” por bluetooth para o celular do meu coordenador!!! Ele assistiu à Tropa de Elite três vezes. Ela já viu umas cinco vezes e vibra com o “pancadão”. Hoje, disse a ela que tudo isso parece muito engraçado, essa história de uma música que só tem nome de armas, porque isso não acontece no país dela. Não tem apologia ao tráfico, não tem guerra pela posse das bocas de fumo… Porque aqui ninguém morre de bala perdida, ninguém escuta tiros e continua a agir com naturalidade como nós fazemos. Ninguém tem medo de pegar a via expressa de madrugada e ninguém anda agarrado com a bolsa no centro da cidade. Ninguém põe uma parte do dinheiro na meia, a outra no bolso da frente e a outra no bolso de trás. Muita gente nunca foi assaltada. No máximo, um furto… Sinto muita falta de várias coisas, mas não existe nada melhor no mundo que andar sem medo por aí, caminhar por uma rua desconhecida sem receio e andar de transportes públicos de madrugada. Da violência, eu não sinto falta nenhuma. Chego até a perguntar-me como conseguimos lidar com a realidade carioca.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Os desfiles
Nunca gostei de multidões, mas sempre gostei de assistir aos desfiles de carnaval. Lembro-me de quando era criança colocar o colchão na sala e lutar contra o sono para ver a Portela passar, sempre uma das últimas escolas. Nunca fui bem-sucedida no meu intuito. Ficávamos eu, minha mãe e minha avó, esta queria mesmo que eu torcesse pela Portela, tenho uma simpatia pela escola, mas emocionava-me mesmo com a União da Ilha, minha escola do coração. A União tem os melhores sambas de todos os tempos e, este ano, deve ter encantado o público na Marquês de Sapucaí com a reedição de “O amanhã”. A União da Ilha sempre diferenciou-se das outras escolas pela sua alegria, pela bateria nota 10 e pelos sambas lindíssimos, muito diferentes dos sambas de hoje, que mais parecem marchas que, de tão intensas, nem permitem o chacoalhar gracioso das mulatas. Tudo isso sem falar na quarta-feira de cinzas, que era sempre um evento. Qual escola seria a vencedora? Agora, todo o ano é a mesma coisa. A apuração também perdeu seu charme. Acho que a voz do cara que dá notas às escolas só é menos conhecida que a da mulher que anuncia os vôos no Galeão.
Não tenho como ver os desfiles daqui. Só são emitidos pela Globo Portugal, mas este canal é pago à parte, é um canal premium, não está incluso no pacote oferecido pela TV a cabo. Em vez dele, temos a Record Internacional… É realmente deprimente. A Record exibe o carnaval de Salvador, que só deve ter graça para quem está lá. É ridículo ver aquilo pela televisão. Sou mais o Carnaval da Sapucaí com seus carros alegóricos, fantasias, baterias… Mas, este ano, nem um compacto verei. No máximo, fotografias e uma notícia no telejornal daqui. Mas ainda desfilarei na Ilha. E no Grupo Especial! Será que a Ilha sobe este ano?
Ah, e todos aqui perguntam se eu sei sambar.. Hahaha. Acho que sei qualquer coisa. As meninas da faculdade querem até umas aulas… É, amigos, parodiando a Fernanda Abreu, o Brasil é o país do suingue! E eu vou virar até professora de samba! Eu!!!???
Não tenho como ver os desfiles daqui. Só são emitidos pela Globo Portugal, mas este canal é pago à parte, é um canal premium, não está incluso no pacote oferecido pela TV a cabo. Em vez dele, temos a Record Internacional… É realmente deprimente. A Record exibe o carnaval de Salvador, que só deve ter graça para quem está lá. É ridículo ver aquilo pela televisão. Sou mais o Carnaval da Sapucaí com seus carros alegóricos, fantasias, baterias… Mas, este ano, nem um compacto verei. No máximo, fotografias e uma notícia no telejornal daqui. Mas ainda desfilarei na Ilha. E no Grupo Especial! Será que a Ilha sobe este ano?
Ah, e todos aqui perguntam se eu sei sambar.. Hahaha. Acho que sei qualquer coisa. As meninas da faculdade querem até umas aulas… É, amigos, parodiando a Fernanda Abreu, o Brasil é o país do suingue! E eu vou virar até professora de samba! Eu!!!???
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
O brasileiro
Quando estamos no Brasil, conversando sobre política, música e outras trivialidades, é comum falarmos do brasileiro em terceira pessoa. Dizemos: “o brasileiro é burro, não sabe votar, só ouve porcaria... Nunca nos incluímos. Mas, afinal, somos o quê? O que é a dita classe média brasileira? Escutamos bossa nova, mas gostamos do funk. Vamos ao rodízio japonês e no dia seguinte comemos pastel na feira. Quem somos nós para dizermos que não fazemos parte dessa cultura, seja ela considerada boa ou ruim pelos formadores de opinião? Pois digo que fazemos parte sim, e é isso que forma uma unidade, um “eu sou brasileiro” nesse país de dimensões continentais. Rezamos para os santos, jogamos flores para Iemanjá e frequentamos o centro espírita. Quem nunca fez isso?
Aqui, longe do meu país, percebo que o povo brasileiro tem uma unidade, embora sejamos um país com enormes desigualdades sociais. Tenho encontrado muitos brasileiros e conversado com eles. Me identifico com todos eles, sejam pobres, ricos, instruídos… Quando estamos longe do nosso país, começamos a nos considerar brasileiros, a defender nossa cultura e a ter orgulho das qualidades da nossa “nação”. O que vejo e ouço conversando com portugueses é que o imigrante brasileiro é festeiro, trabalhador, alegre, delicado, educado, corajoso e muito mais.
Começo até a ter orgulho da Globo, se é que isso pode ser chamado assim. Fazemos as melhores telenovelas do mundo, que são muito melhores que os enlatados americanos. Somos realmente a Hollywood da TV. Temos que ter orgulho disso e parar de pensar que telenovela é coisa de alienado. Nosso jornalismo é dinâmico e ousado. Nossa publicidade tem uma qualidade superior a de muitos países. Estamos produzindo biodiesel! Tivemos a coragem de eleger um líder sindicalista, embora ele tenha nos decepcionado. Enfim, também temos que lembrar das coisas boas do nosso país. Quem se lamenta todo o tempo são os portugueses. Hehehe.
Aqui, longe do meu país, percebo que o povo brasileiro tem uma unidade, embora sejamos um país com enormes desigualdades sociais. Tenho encontrado muitos brasileiros e conversado com eles. Me identifico com todos eles, sejam pobres, ricos, instruídos… Quando estamos longe do nosso país, começamos a nos considerar brasileiros, a defender nossa cultura e a ter orgulho das qualidades da nossa “nação”. O que vejo e ouço conversando com portugueses é que o imigrante brasileiro é festeiro, trabalhador, alegre, delicado, educado, corajoso e muito mais.
Começo até a ter orgulho da Globo, se é que isso pode ser chamado assim. Fazemos as melhores telenovelas do mundo, que são muito melhores que os enlatados americanos. Somos realmente a Hollywood da TV. Temos que ter orgulho disso e parar de pensar que telenovela é coisa de alienado. Nosso jornalismo é dinâmico e ousado. Nossa publicidade tem uma qualidade superior a de muitos países. Estamos produzindo biodiesel! Tivemos a coragem de eleger um líder sindicalista, embora ele tenha nos decepcionado. Enfim, também temos que lembrar das coisas boas do nosso país. Quem se lamenta todo o tempo são os portugueses. Hehehe.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Saudades gastronômicas
Em Portugal, come-se muito bem! É a mais pura verdade. Mas come-se bem a comida portuguesa. Só para ficar registrado, aqui não tem ou não vende: pastel, pão de queijo, brigadeiro que preste (eles põem leite!), feijão bem temperado, picanha decente, couve mineira, carne seca com aipim, frango à passarinho, baião de dois, queijo coalho, torta de limão, cachorro quente com molho, linguiça de churrasco, farofa, beijinho, casadinho, manteiga de garrafa, caldo de feijão, sopa de ervilha e por aí vai. Por isso, quando vierem me visitar, não se aventurem pelos ditos restaurantes brasileiros. Comam comida portuguesa, essa sim, feita por quem sabe das coisas. Também não comam bolos, são todos secos, duros… Um horror.. As pizzarias daqui oferecem gelatina como sobremesa! Nada de mousse de chocolate… Rs. Enfim, em Portugal, comam sardinhas, bacalhau, chouriços, açordas, novilho, leitão e pastéis de nata!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
A ética jornalística
Os organismos de regulação da mídia portuguesa têm uma especial preocupação com a ética jornalística, ao contrário do que ocorre no nosso país. As chamadas normas deontológicas dão credibilidade às publicações locais, até mesmo a TV e o rádio destinam espaço ao chamado provedor, que nada mais é que o ombudsman. Para quem não sabe, ombudsman é um profissional contratado por um órgão, no caso, os órgãos de comunicação, que tem a função de receber críticas, sugestões, reclamações e deve agir em defesa imparcial da comunidade. Para isso, algumas questões têm de ser observadas com muito cuidado. O ombudsman tem um mandato de, no máximo, dois anos, improrrogável. Geralmente, é um jornalista de longos anos de carreira, renomado, e não tem qualquer vínculo profissional para a empresa a qual presta seus serviços. Ele recebe reclamações de leitores, espectadores e ouvintes e analisa se o fato noticiado pelo órgão de comunicação para o qual trabalha foi apresentado com a imparcialidade exigida e sem o famigerado sensacionalismo. Nos jornais, o ombudsman costuma ter páginas fixas nas publicações e estas destinam-se a uma discussão sobre os padrões éticos e deontológicos dos produtores de informação. No Brasil, alguns jornais, entre eles, a Folha de São Paulo, têm esse espaço e alguns sites, como o UOL também. Aqui em Portugal, isso é comum. O provedor da TV pública portuguesa tem um programa no qual fala sobre a ética da própria emissora. O alcance de um programa sobre esse assunto é bem mais abrangente que páginas nos jornais, que, normalmente, são lidas apenas pelos assinantes. Tudo isso me faz acreditar que a existência de um outro jornalismo ainda seja possível.
Mas é claro que nem tudo são flores. O sensacionalismo também tem seu espaço por aqui. O caso da menina inglesa Maddie que desapareceu enquanto a família passava férias no Algarve foi explorado infinitamente pela imprensa portuguesa e ainda continua a ser. Sem desmerecer o fato, milhares de crianças desaparecem em Portugal e em todos os lugares do mundo, mas Maddie atraiu a atenção de todos por seu rosto angelical de menina inglesa, loirinha de olhos azuis. Sua foto vende.
Mas é claro que nem tudo são flores. O sensacionalismo também tem seu espaço por aqui. O caso da menina inglesa Maddie que desapareceu enquanto a família passava férias no Algarve foi explorado infinitamente pela imprensa portuguesa e ainda continua a ser. Sem desmerecer o fato, milhares de crianças desaparecem em Portugal e em todos os lugares do mundo, mas Maddie atraiu a atenção de todos por seu rosto angelical de menina inglesa, loirinha de olhos azuis. Sua foto vende.
New job!
Como vocês sabem, saí daquele emprego de telemarketing. Aquilo não era para mim. Não sou de RH, mas sei qual é o meu perfil. Agora estou em uma empresa de estudo de mercado, de sondagem de opinião, tipo o nosso Ibope. Faço pesquisas por telefone, trabalho bem mais tranquilo, apesar de não ser fácil, pois as entrevistas são muito longas. Mas, pelo menos, tenho um fixo e ganho mais um valor por cada entrevista. Meus colegas de trabalho são divertidíssimos, rimos bastante com as desculpas dos entrevistados… Esta semana, também fui a uma entrevista para jornalismo. Aos poucos, as oportunidades começam a surgir. Preciso de sorte e de cunhas! Cunha é o nosso famoso QI. Estou fazendo amizade com os professores, dedicando-me, buscando uma brecha para infiltrar-me no bendito sistema, que, ao longo dos anos, tem insistido em boicotar-me.
No trabalho, estou fazendo uma pesquisa sobre telecomunicações, mais especificamente sobre empresas de telefonia celular, sobre a rede fixa e sobre serviços por cabo. Fico impressionada com as respostas das pessoas. Nós realmente somos massacrados pela tecnologia. Me digam: qual é o propósito de termos um celular de terceira geração, os chamados 3G, que permitem a execução de videochamadas, se não usamos este serviço? É isto que a tecnologia faz, foi o que pude comprovar nas entrevistas que fiz. Cada vez mais, temos celulares com serviços que não utilizamos, computadores que possuem uma tecnologia que não usamos e que estará obsoleta daqui a um ano. Mas temos que continuar comprando. Nada me tira da cabeça que os celulares, computadores, Ipods, Iphones e afins já estão bem mais evoluídos dos que os que encontram-se no mercado, mas não são postos à venda para irmos comprando aos pouquinhos e gastando o dinheiro que nos custa ganhar.
No trabalho, estou fazendo uma pesquisa sobre telecomunicações, mais especificamente sobre empresas de telefonia celular, sobre a rede fixa e sobre serviços por cabo. Fico impressionada com as respostas das pessoas. Nós realmente somos massacrados pela tecnologia. Me digam: qual é o propósito de termos um celular de terceira geração, os chamados 3G, que permitem a execução de videochamadas, se não usamos este serviço? É isto que a tecnologia faz, foi o que pude comprovar nas entrevistas que fiz. Cada vez mais, temos celulares com serviços que não utilizamos, computadores que possuem uma tecnologia que não usamos e que estará obsoleta daqui a um ano. Mas temos que continuar comprando. Nada me tira da cabeça que os celulares, computadores, Ipods, Iphones e afins já estão bem mais evoluídos dos que os que encontram-se no mercado, mas não são postos à venda para irmos comprando aos pouquinhos e gastando o dinheiro que nos custa ganhar.
Assinar:
Postagens (Atom)
