Bem-vindos!

Sejam bem-vindos a este blog de uma brasileira que vive em Lisboa e "anda" por Portugal. Aqui vocês podem saber quais são minhas impressões desta terrinha lusa.
Lembrem-se: os meus textos estão escritos em português do Brasil, pois a maioria dos meus leitores é brazuca. Mas, com o passar do tempo, já cometo deslizes... Caraças, pá!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

"Under Pressure"

Eu: "Ando louca com a tese".
Amiga doutoranda: "Tese sem estresse não tem graça".

Pois é, acho melhor ouvir a voz da experiência...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O que é, o que é?

Outro dia, uma pessoa me disse que não sabia o que era o amor. E eu decidi escrever o que é, para mim, o amor. Nos dias de hoje, todos dizem eu te amo. É até nome de filme, mas, para amar, não é preciso dizer “eu te amo”. Para amar, só é preciso ter um coração liberto.
A gente sabe que ama quando tudo é mais interessante e divertido com aquela pessoa ao lado. Quando você pensa no que ela diria se estivesse presente quando ela não está. Quando compramos uma prenda sem motivo, só por lembrança. Quando a gente sente vontade de compartilhar os sucessos, as perdas, o café, a cama e a sobremesa. Quando tudo começa a ter mais graça. Quando nos achamos mais belos e confiantes. Quando existe um lugar secreto que é o melhor do mundo. Quando os problemas tornam-se mais “superáveis”. Quando o sexo é feito com carinho e dedicação recíproca. Quando pensamos que o tempo poderia parar em determinados momentos. Quando fazemos planos absurdos mesmo sabendo que eles não vão dar certo, quando pensamos em nomes para filhos, quando pensamos em como seria ter um apartamento nosso e quando ficar na cama vendo filme e comendo pipoca é o máximo. E também quando pensamos se o outro seria um bom pai ou uma boa mãe.
Não existe um protótipo e não existem príncipes nem princesas. Também não acredito em um único amor durante uma vida inteira, mas isso que eu falei existe porque eu sei. Eu já amei e quero amar muito ainda. E você?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Orquestra Imperial


No último domingo, fui aos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian assistir a um concerto da nossa Orquestra Imperial. Foi só nostalgia e saudade. Muitos brasileiros entre o público, é verdade, mas muitos portugueses também. Foi no anfiteatro e o show começou com todos sentadinhos... Lá pelo meio, ninguém resistiu. E já estavam todos descalços sambando.
O repertório foi composto de muitos sucessos: Chico Buarque, Noel Rosa e muito mais. É tão bom ouvir o português do Rio de Janeiro! Senti-me em casa novamente. Até o Wilson das Neves apareceu por lá como convidado para cantar o samba.
A festa não acabava... Quase três horas de concerto. E terminou bem. Com "Eu bebo sim.. Estou vivendo.. Tem gente que não bebe e está morrendo..." Amarante fingindo-se de bêbado, Moreno Veloso e Nina Becker sambando e eu... Eu estava suada e feliz! E cantarolava "Sonho meu, sonho meu... Vai buscar quem mora longe... Sonho meu..."

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Jujuuuuba!


Jujuba! Nunca mais esqueço. Jujuba! Palavra fofa de se dizer e guloseima boa para comer. Aqui em Portugal, jujuba chama-se goma. Ontem, esqueci-me como se dizia goma em português do Brasil. Foi um branco assustador. Antes de dormir, meu inconsciente começou a trabalhar sozinho e ouvi uma voz a sussurrar: Jujuuuba… Será que isso é algum sinal? Dá para jogar no jogo do bicho?

sábado, 20 de junho de 2009

Lisboa 35º

Faz um calor infernal em Lisboa. Não chove. Só esquenta. E não. Eu não tenho ventilador. Por incrível que pareça, nunca tive um ventilador em Portugal. De amanhã não passa. Amanhã eu compro um ventilador.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Com que roupa eu vou?

No Brasil, nosso armário normalmente comporta todas as nossas roupas. Aqui, não é bem assim, pois roupa de frio ocupa muito espaço.

A cada estação do ano, tenho que fazer uma mudança nas roupas que ponho no guarda-roupa, mas como por aqui a organização passa longe, tenho de ir à casa da minha avó buscar minhas roupas de verão que estão por lá. O calor chegou de repente! Os últimos cinco dias têm sido de muito sol e calor, a primavera deu as caras, e a grande questão que se impõe é: com que roupa eu vou? Na minha cabeça, só surgem perguntas estúpidas, como: “Será que já posso sair sem casaco? Será que já posso usar sandálias?”

Racionalmente falando, não, ainda não posso usar sandálias. O inverno destrói meus pés… Preciso ir à manicure com urgência. A estação mais fria do ano produz efeitos devastadores. Depois de meses enclausurados em botas e sapatos, meus pés tem calos, as unhas dos mindinhos continuam curvas (acho que isso é para sempre), o dedão tem unha encravada, enfim, é o caos.

Isso tudo sem falar na minha cor de escritório. Tenho até vergonha em colocar uma blusa sem mangas com esses braços tão brancos. Preciso ir à praia. Fato.

A Queima das Fitas

Todos os anos, no primeiro fim-de-semana de maio, a cidade de Coimbra recebe uma grande festa: a Queima das Fitas. Este ano, o evento comemorou 110 anos, e eu estive lá para conferir como é a festa acadêmica mais tradicional de Portugal. A Queima de Coimbra é o segundo evento europeu que mais vende cerveja, só perde pra Oktoberfest na Alemanha. Já dá para imaginar a loucura, né?

A “megafesta” reúne diversos eventos, entre eles a serenata, o cortejo, o baile de gala, jogos, convívios, jantares de fim de curso e as noites no parque. Estas contam com shows de diversas bandas, além de tendas com diversos tipos de música, do rock à música eletrônica. Nesta semana, os alunos que estão terminando o curso se despedem da cidade e da universidade.

Os concertos realizam-se ao pé do Rio Mondego. Para quem não sabe, o Mondego é um enorme rio que corta a cidade. Aqui em Portugal, parece que todas as grandes cidades são banhadas por um rio: o Porto pelo Douro, Lisboa pelo Tejo e Coimbra pelo Mondego…

Durante a queima, muitos alunos tiram do armário os seus trajes acadêmicos. Os meninos usam uma calça social preta, camisa branca e sapatos, gravata e colete também pretos. Por cima, uma capa preta até os pés. O traje feminino é igual só que, em vez de calças, a ala feminina veste saias na altura dos joelhos. Os acessórios também não passam despercebidos. Os brincos têm de ser de algum metal nobre, como ouro ou prata. Na minha opinião, os trajes dão um charme à festa. Mas de manhã… Ah… De manhã, só se vêem capas estendidas no chão. São pessoas!

O famoso cortejo acontece no domingo e começa às 14h, mas eu não pude ir. Pelo que me contaram, o cortejo é um desfile de carros de estudantes que distribuem bebida e comida de graça! Pois é, o domingo da Queima é um longo dia… Ainda mais porque também tem Quim Barreiros no Parque. Quem é Quim Barreiros? Bem, este é um assunto para outro post.