Vocês não sabem o que eu descobri ao pé de minha nova casa… Um podrão! Hahaha. E dos bons! Que fica aberto até as seis da matina! Que alegria… O podrão é de um pessoal do Brasil e, além de venderem os tradicionais sandubas, também vendem o nosso pastel, doce de leite, paçoca, cocada e, pasmem, coxinha com catupiry! Enfim, é o paraíso.
E o hambúrguer é de boa qualidade… Não sei se vocês têm idéia, mas por aqui é difícil encontrar hambúrgueres sem aqueles nervinhos nojentos.. Esse não tem! E eles ainda dão maionese e ketchup.. Tô tão feliz! Hahaha. Amanhã vou comer pastel. Custa dois euros, vai ser o pastel mais caro da minha vida. Também tô louca pela coxinha…
Norton, depois te digo qual é a nota! Hehehe. Mas o meu tempero, a saudade, vai contribuir bastante para o meu julgamento.
Bem-vindos!
Sejam bem-vindos a este blog de uma brasileira que vive em Lisboa e "anda" por Portugal. Aqui vocês podem saber quais são minhas impressões desta terrinha lusa.
Lembrem-se: os meus textos estão escritos em português do Brasil, pois a maioria dos meus leitores é brazuca. Mas, com o passar do tempo, já cometo deslizes... Caraças, pá!
Lembrem-se: os meus textos estão escritos em português do Brasil, pois a maioria dos meus leitores é brazuca. Mas, com o passar do tempo, já cometo deslizes... Caraças, pá!
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Olá, amigos!
Já cá estou de volta há quase dois meses e ainda não havia escrito nada. Peço sinceras desculpas e espero que as pessoas não desistam de ler o blog em função da minha pouca assiduidade. Hehehe. Minha vida anda muito atribulada, e agora estou vendo o que realmente é estudar. O lance agora não é estudar para passar, é estudar para arrasar!
O ritmo está pesado, mas estou começando a gostar dessa história de seguir carreira académica. Sem falar que, como vou estudar meios de comunicação de massa, voltei a ler os grandes teóricos da comunicação: Adorno, Benjamin, Umberto Eco e companhia. É divertido, mas, ao mesmo tempo, dá muita saudade dos tempos da PUC… Aqui em Portugal, eles recorrem a muitos teóricos ingleses também, mais recentes, que nós não costumamos estudar no Brasil. Estou empolgada, mas sei que ainda tenho muito trabalho pela frente. Mas é importante ressaltar que minha dissertação é atual, não vou ficar apenas no campo teórico. Análise quantitativa! Estou mesmo lascada…
Lisboa não é mais novidade para mim, mas, nas minhas saídas, tenho descoberto lugares novos e diferentes. Apesar de pequena em relação ao Rio de Janeiro, Lisboa tem seus encantos.
Aqui já é Outono. As folhas das árvores já caem, e a cidade está cada vez mais bonita. Já se vendem castanhas assadas nas ruas em todas as esquinas. Como diz o fado, Lisboa cheira a castanhas. E “cheira bem, cheira a Lisboa”.
O ritmo está pesado, mas estou começando a gostar dessa história de seguir carreira académica. Sem falar que, como vou estudar meios de comunicação de massa, voltei a ler os grandes teóricos da comunicação: Adorno, Benjamin, Umberto Eco e companhia. É divertido, mas, ao mesmo tempo, dá muita saudade dos tempos da PUC… Aqui em Portugal, eles recorrem a muitos teóricos ingleses também, mais recentes, que nós não costumamos estudar no Brasil. Estou empolgada, mas sei que ainda tenho muito trabalho pela frente. Mas é importante ressaltar que minha dissertação é atual, não vou ficar apenas no campo teórico. Análise quantitativa! Estou mesmo lascada…
Lisboa não é mais novidade para mim, mas, nas minhas saídas, tenho descoberto lugares novos e diferentes. Apesar de pequena em relação ao Rio de Janeiro, Lisboa tem seus encantos.
Aqui já é Outono. As folhas das árvores já caem, e a cidade está cada vez mais bonita. Já se vendem castanhas assadas nas ruas em todas as esquinas. Como diz o fado, Lisboa cheira a castanhas. E “cheira bem, cheira a Lisboa”.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Uma amiga para a vida toda
Amanhã fecho mais um ciclo. Deixo meu quarto e vou passar uns dias na casa da minha avó antes de ir ao Brasil. Deixo também minha amiga chinesa, a Pan Tan, ou Helen, como prefere ser chamada. Ela volta para a China em setembro. Segundo ela, ninguém consegue falar corretamente seu nome, então ela prefere ser chamada pelo nome que lhe foi dado pela professora do curso de português. A propósito, aqui em Portugal, eles dizem Elen, pois não pronunciam o “agá”.
A Helen apareceu por acaso em minha vida. Alugou o quarto e foi se chegando, de repente, com uma simpatia de dar inveja a nós, brasileiros. A Helen ter orgulho em ser chinesa, é uma “business woman”. Ela nunca ouviu falar no Nirvana, nos Rolling Stones e só tinha visto a Madonna depois de velha. Mas ela gosta da Madonna. Acha “very nice”.
O português da Helen evoluiu muito, mas eu, por conformismo e um pouco de egoísmo, prefiro comunicar-me com ela em inglês, que, por sinal, depois destes seis meses de conversação, está bem mais fluente.
A Helen me ensinou muitas coisas sobre a vida e sobre como olhar o mundo. Ensinou-me a ser mais paciente, a pensar à frente, a ter mais confiança e a acreditar mais nas pessoas. Ela não é budista, acredita no “fluxo de energia” e está sempre falando nisso. Ela não entende como alguém pode ir para a cama com alguém que mal conhece, mas entende como alguém pode se casar virgem. Os valores da Helen são totalmente diferentes dos valores ocidentais.
É uma menina do Norte da China, mas estudou em Xangai. Ama Xangai e quer passar o resto dos seus dias por lá. Não tem irmãos, como era de se esperar, mas gostaria de ter muitos.
A Helen come couve no café da manhã. Frita tudo. Tem uma frigideira enorme. Em compensação, come frutas o dia todo. Ela também toma chá de flores. Várias florzinhas boiando na caneca. Tenho vontade de vomitar!
O computador e o celular dela são em chinês. Ou melhor, em mandarim. Mandarim é a língua oficial da China. É a língua escrita oficial porque, no que diz respeito à fala, o negócio é diferente. Existem muitos dialetos no país. Ela me explicou que o mandarim tem mais de 5 mil caracteres e que eles expressam idéias, não correspondem a letras, como os caracteres do nosso alfabeto. É claro que os 5 mil caracteres não conseguem exprimir tudo que deve ser dito, portanto, alguns caracteres são utilizados juntamente, ou seja, algo realmente complicado para nós, ocidentais, entendermos.
Ela me mostrou música pop chinesa no youtube. Também me mostrou a música tradicional e fotos maravilhosas. Ela me disse que os homens chineses tratam as mulheres como princesas. Ela acha que os homens europeus são agressivos.
Ela me contou como nasceu o Japão! Segundo ela, há milhares de anos atrás, o imperador da China queria tornar-se imortal e mandou um barco com 100 moças e 100 rapazes chineses para o mar em busca do segredo da imortalidade. Algo meio Arca de Noé, mas sem os animais. Eles, obviamente, não o encontraram e acabaram por fixar-se em uma ilha, cultivaram a terra, reproduziram-se.. Daí surgiu o Japão! Adorei essa história e perguntei a ela se era uma lenda. Ela disse que não, pois os chineses são obcecados por essa idéia de vida longa e imortalidade, portanto, ela não acha difícil que, há milhares de anos atrás, o imperador acreditasse nessa possibilidade. Além disso, ela me disse que existem muitas semelhanças entre o mandarim e o japonês. Segundo ela, ela consegue entender o japonês escrito, mas não consegue falar.
Ela disse também que só se comem insetos e cachorros em uma parte da China. Ela não come, mas apareceu em casa, uma vez, com uns pés de galinha nojentos e não cansava de dizer que aquilo era delicioso. Até pegou uma receita na Internet.
A Helen acha o povo português muito pessimista. Ela comprou o Interrail e viajou a Europa toda. Adorou Veneza, mas não gostou muito de Paris. Ela não sabe lavar a louça direito. Ela diz que é gorda para os padrões chineses. Ela queria inscrever-se em uma aula de hip-hop! Ela adorou o Alexandre. E ele também a adorou. Mesmo com as “falhas” na comunicação.
Ela é íntegra, honesta, parceira e muito educada. Leonina. Ela nasceu no mesmo ano que eu. No horóscopo chinês, somos cachorro. Isso quer dizer que somos leais. Vou sentir falta dela. Das pipocas, das noites vendo desenhos animados e filmes da Disney. Dos conselhos. De tudo! I will miss you, my chinese friend!
A Helen apareceu por acaso em minha vida. Alugou o quarto e foi se chegando, de repente, com uma simpatia de dar inveja a nós, brasileiros. A Helen ter orgulho em ser chinesa, é uma “business woman”. Ela nunca ouviu falar no Nirvana, nos Rolling Stones e só tinha visto a Madonna depois de velha. Mas ela gosta da Madonna. Acha “very nice”.
O português da Helen evoluiu muito, mas eu, por conformismo e um pouco de egoísmo, prefiro comunicar-me com ela em inglês, que, por sinal, depois destes seis meses de conversação, está bem mais fluente.
A Helen me ensinou muitas coisas sobre a vida e sobre como olhar o mundo. Ensinou-me a ser mais paciente, a pensar à frente, a ter mais confiança e a acreditar mais nas pessoas. Ela não é budista, acredita no “fluxo de energia” e está sempre falando nisso. Ela não entende como alguém pode ir para a cama com alguém que mal conhece, mas entende como alguém pode se casar virgem. Os valores da Helen são totalmente diferentes dos valores ocidentais.
É uma menina do Norte da China, mas estudou em Xangai. Ama Xangai e quer passar o resto dos seus dias por lá. Não tem irmãos, como era de se esperar, mas gostaria de ter muitos.
A Helen come couve no café da manhã. Frita tudo. Tem uma frigideira enorme. Em compensação, come frutas o dia todo. Ela também toma chá de flores. Várias florzinhas boiando na caneca. Tenho vontade de vomitar!
O computador e o celular dela são em chinês. Ou melhor, em mandarim. Mandarim é a língua oficial da China. É a língua escrita oficial porque, no que diz respeito à fala, o negócio é diferente. Existem muitos dialetos no país. Ela me explicou que o mandarim tem mais de 5 mil caracteres e que eles expressam idéias, não correspondem a letras, como os caracteres do nosso alfabeto. É claro que os 5 mil caracteres não conseguem exprimir tudo que deve ser dito, portanto, alguns caracteres são utilizados juntamente, ou seja, algo realmente complicado para nós, ocidentais, entendermos.
Ela me mostrou música pop chinesa no youtube. Também me mostrou a música tradicional e fotos maravilhosas. Ela me disse que os homens chineses tratam as mulheres como princesas. Ela acha que os homens europeus são agressivos.
Ela me contou como nasceu o Japão! Segundo ela, há milhares de anos atrás, o imperador da China queria tornar-se imortal e mandou um barco com 100 moças e 100 rapazes chineses para o mar em busca do segredo da imortalidade. Algo meio Arca de Noé, mas sem os animais. Eles, obviamente, não o encontraram e acabaram por fixar-se em uma ilha, cultivaram a terra, reproduziram-se.. Daí surgiu o Japão! Adorei essa história e perguntei a ela se era uma lenda. Ela disse que não, pois os chineses são obcecados por essa idéia de vida longa e imortalidade, portanto, ela não acha difícil que, há milhares de anos atrás, o imperador acreditasse nessa possibilidade. Além disso, ela me disse que existem muitas semelhanças entre o mandarim e o japonês. Segundo ela, ela consegue entender o japonês escrito, mas não consegue falar.
Ela disse também que só se comem insetos e cachorros em uma parte da China. Ela não come, mas apareceu em casa, uma vez, com uns pés de galinha nojentos e não cansava de dizer que aquilo era delicioso. Até pegou uma receita na Internet.
A Helen acha o povo português muito pessimista. Ela comprou o Interrail e viajou a Europa toda. Adorou Veneza, mas não gostou muito de Paris. Ela não sabe lavar a louça direito. Ela diz que é gorda para os padrões chineses. Ela queria inscrever-se em uma aula de hip-hop! Ela adorou o Alexandre. E ele também a adorou. Mesmo com as “falhas” na comunicação.
Ela é íntegra, honesta, parceira e muito educada. Leonina. Ela nasceu no mesmo ano que eu. No horóscopo chinês, somos cachorro. Isso quer dizer que somos leais. Vou sentir falta dela. Das pipocas, das noites vendo desenhos animados e filmes da Disney. Dos conselhos. De tudo! I will miss you, my chinese friend!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Família em Portugal
Na última quarta-feira, meu pai, minha irmã e minha madrasta voltaram para o Brasil. Eles estiveram aqui por três semanas e estive com eles este tempo, lá na terrinha, mas viajamos bastante. Já me sinto só, depois de tanto tempo, estou novamente sem companhia. A boa notícia é que vou ao Brasil em setembro! Nem acredito ainda. Acho que só vou acreditar quando tiver a passagem em mãos. Mas não, nada vai atrapalhar meus planos. Hehehe. Já estou de férias, mas a passagem está muito cara agora em agosto, o preço cai quase pela metade em setembro! Tem de ser assim. Assim sendo, vou ver se descolo um emprego de verão para ganhar dinheiro agora em agosto e me ocupar.
Este período com a minha família foi ótimo, pois serviu para eu conhecer pessoas da minha família que eu não lembrava ou que nunca tinha conhecido. Minha irmã também já está crescidinha e me faz companhia. Além disso, passamos por muitos lugares legais: Batalha, cidade onde os portugueses derrotaram os espanhóis pela primeira vez quando estes dominaram Portugal; Fátima, cidade em que Nossa Senhora de Fátima fez sua primeira aparição e que recebe peregrinos o ano todo; Buçaco, é um lugar que tem um hotel lindíssimo em que o rei e a rainha hospedavam-se; Conimbriga, é uma cidade antiga que ainda está sendo escavada e que foi sede de uma civilização no século VII A.C.; Coimbra, bem, acho que essa dispensa explicações e Aveiro, que é uma cidade maior, mais desenvolvida. Também fomos a Santiago de Compostela, capital da Galiza, na Espanha. A cidade é uma graça e a catedral é imensa. O Paulo Coelho descreve o caminho para Santiago de Compostela no “Diário de um Mago”. Mas não fiz a peregrinação, fui de carro mesmo. Hehehe. Para ver mais, vejam minhas fotos no orkut. Y hasta luego, amigos!
Este período com a minha família foi ótimo, pois serviu para eu conhecer pessoas da minha família que eu não lembrava ou que nunca tinha conhecido. Minha irmã também já está crescidinha e me faz companhia. Além disso, passamos por muitos lugares legais: Batalha, cidade onde os portugueses derrotaram os espanhóis pela primeira vez quando estes dominaram Portugal; Fátima, cidade em que Nossa Senhora de Fátima fez sua primeira aparição e que recebe peregrinos o ano todo; Buçaco, é um lugar que tem um hotel lindíssimo em que o rei e a rainha hospedavam-se; Conimbriga, é uma cidade antiga que ainda está sendo escavada e que foi sede de uma civilização no século VII A.C.; Coimbra, bem, acho que essa dispensa explicações e Aveiro, que é uma cidade maior, mais desenvolvida. Também fomos a Santiago de Compostela, capital da Galiza, na Espanha. A cidade é uma graça e a catedral é imensa. O Paulo Coelho descreve o caminho para Santiago de Compostela no “Diário de um Mago”. Mas não fiz a peregrinação, fui de carro mesmo. Hehehe. Para ver mais, vejam minhas fotos no orkut. Y hasta luego, amigos!
Sem saco para escrever..
Alguém tem uma fórmula que diga como criar uma rotina para escrever no blog? Ainda não descobri como fazer isso. Mas, sinceramente, acho que o legal disso aqui é escrever quando eu quero, sem obrigação. Quando estou “in the mood”, quando dá na telha, quando me apetece..
Madri!
Vou começar descrevendo minha viagem a Madri ou Madrid como dizem por aqui. Uma amiga minha do Brasil, a Milena, que muitos de vocês conhecem, esteve aqui em Lisboa a trabalho e decidimos passar um fim-de-semana na Espanha. Chique, não? Não, não tem nada de chique. Nós, brasileiros, temos que parar com essa idéia que tudo por aqui é chique, não é! Muitos amigos vêem minhas fotos e dizem: “ai, que chique!” Às vezes, o lugar não tem nada de chique, é uma rua comum, que só parece chique porque eu apareço usando casacão e cachecol. Eu penso que o frio deixa os lugares mais chiques para quem vê, ainda mais aos nossos olhos, pois vivemos em um país tropical. Não dá para ficar chique usando short e havaianas, né?
Bem, mas em Madri não estava frio, muito pelo contrário. Estava um calor dos infernos, digno de um dia de verão no Rio de Janeiro. Viajamos de trem em uma cabine com dois beliches. Demos sorte, pois as meninas que iam viajar conosco não apareceram e a cabine ficou só para nós. Nunca tive uma viagem tão confortável. Dormi em Portugal e acordei na Espanha. De capital para capital em 12 horas. Foram 12 horas muito bem dormidas.
Saímos da estação de trem e pegamos o metrô. Vocês não têm idéia de como é confuso o metrô nesta cidade. São 12 linhas! Mas, de forma geral, nos saímos bem e fomos ao hotel. Pagamos um supermico de turistonas, pois compramos aquele passe do ônibus turístico, que é aberto no andar superior. Não foi uma escolha muito feliz, pois com o calor que estava fazendo a viagem não era nada agradável lá em cima.
No primeiro dia, fomos ao Museu do Prado. Isso sim foi chique. Nunca tinha visitado um museu com obras de arte tão famosas, fiquei alucinada! Vimos uma exposição do Goya e o acervo do museu, que conta com obras de El Greco, Rafael, Velásquez, Tiziano, Rembrandt e Bosch, além de muitos outros. O museu é enorme e essa pressa em ver tudo deixou-me extremamente aflita. Pouco tempo e tanta coisa para ver, para assimilar.. Outro dia, em uma aula de estética, um professor meu disse que nós não vivemos mais na era da contemplação e que, por isso, a pintura não atrai mais tanta atenção das pessoas, que, hoje, é necessário movimento. É a era da imagem em movimento e da interatividade. Acredito que os organizadores de exposições deveriam pensar mais nisso para atrair mais frequentadores. Interatividade não é passar um videozinho, é apelar para todos os sentidos. Isso não nega a pintura, mas por que não “acoplar” música e pintura? Acho que as pessoas poderiam receber fones de ouvido que funcionassem como uma espécie de guia, sei lá. Só sei que algo precisa ser feito. Enfim, essa é uma opinião pessoal, mas não acho que algo escrito em uma parede funcione.
Ainda no primeiro dia, decidimos encontrar o Porky, um amigo nosso que está morando em Madri. Ele foi muito legal com a gente, nos encontrou no hotel e fomos andando até o centro. Mais uma vez, optamos pelo programa de turismo: 10 euros por três discotecas com direito a uma bebida em cada uma. A primeira discoteca era muito fraquinha e o calor estava de matar. A que eu mais gostei foi a segunda, mas não era bem uma discoteca, era um pub irlandês com música. Era véspera da final do Euro (Espanha e Alemanha) e, em todos os lugares, ouvia-se aos berros o hino da Espanha. Os espanhóis são mesmo barulhentos. Saindo dessa discoteca, fomos para a última. Vocês não têm idéia de qual foi meu espanto. Uma espanhola na noite é pior que dez brasileiras juntas. É sério. As mulheres se esfregam em todos os caras do lugar! Fiquei no meu cantinho, encostada na parede, amuada.. E exausta! O dia seguinte seria mais um longo dia.
No domingo, acordamos o mais cedo que conseguimos e fomos à Feira do Rastro com o Porky. É uma feira da ciganada, uma espécie de Uruguaiana gigante. O cuidado é o mesmo, bolsa bem presa embaixo do braço. Os ciganos têm a fama de serem mestres na arte de bater carteira, principalmente as senhorinhas. É preciso ficar atento. Não gostei de muita coisa na feira, mas acabei comprando um vestido meio riponga e, é claro, leques!
Em seguida, voltamos à supermaratona dos museus. Fomos primeiro ao Museu Reina Sofia e estava quase fechando. A propósito, na Espanha, a sesta é oficial. É verdade! Duas horas para tirar uma soneca depois do almoço. Depois, somos nós que não gostamos de pegar no batente! Enfim, conseguimos entrar no museu! De graça. Era uma promoção nesse dia. É neste museu que fica Guernica. A dimensão do quadro é absurda! É uma coisa enorme. Lindo de morrer. O museu também tinha muitos outros quadros de Picasso, Dalí, Mondrian, Miró.. Este museu era mais moderno. Fomos correndo depois ao museu Van Thyssen. Esse foi um dos mais lindos. Dalí, Van Gogh, Lautrec, Degard, Degas (eu vi o da bailarina!), Monet, Renoir, Modigliani.. Achei o máximo o fato de eles colocarem banquinhos nas salas para olharmos os quadros. No fim, não conseguia mais andar. A dor muscular estava forte e não tinha nenhum Dorflex por perto.
Fora tudo isso que acabei de contar, vi o estádio do Real Madrid; dei um pulo no bairro dos escritores, onde Cervantes viveu; tomei meu primeiro Starbucks; pensei no Alexandre o tempo inteiro, em como ele iria morrer em ver todos aqueles quadros de pertinho e no quanto quero fazer isso com ele; comi comida espanhola; fui no Mc Donalds (meu computador não tem apóstrofo) espanhol, pois a grana já estava curta; vi o entusiasmo dos torcedores espanhóis e seu vandalismo no metrô; tirei muitas fotos e tentei falar espanhol, já que os espanhóis não falam nada de inglês e meu espanhol é meio esquisito. O mais estranho é que sempre que falo espanhol, falo inglês ao mesmo tempo. Acho que esse aprendizado de línguas estrangeiras deve ficar situado na mesma parte do cérebro, só pode ser..
Madri!
Vou começar descrevendo minha viagem a Madri ou Madrid como dizem por aqui. Uma amiga minha do Brasil, a Milena, que muitos de vocês conhecem, esteve aqui em Lisboa a trabalho e decidimos passar um fim-de-semana na Espanha. Chique, não? Não, não tem nada de chique. Nós, brasileiros, temos que parar com essa idéia que tudo por aqui é chique, não é! Muitos amigos vêem minhas fotos e dizem: “ai, que chique!” Às vezes, o lugar não tem nada de chique, é uma rua comum, que só parece chique porque eu apareço usando casacão e cachecol. Eu penso que o frio deixa os lugares mais chiques para quem vê, ainda mais aos nossos olhos, pois vivemos em um país tropical. Não dá para ficar chique usando short e havaianas, né?
Bem, mas em Madri não estava frio, muito pelo contrário. Estava um calor dos infernos, digno de um dia de verão no Rio de Janeiro. Viajamos de trem em uma cabine com dois beliches. Demos sorte, pois as meninas que iam viajar conosco não apareceram e a cabine ficou só para nós. Nunca tive uma viagem tão confortável. Dormi em Portugal e acordei na Espanha. De capital para capital em 12 horas. Foram 12 horas muito bem dormidas.
Saímos da estação de trem e pegamos o metrô. Vocês não têm idéia de como é confuso o metrô nesta cidade. São 12 linhas! Mas, de forma geral, nos saímos bem e fomos ao hotel. Pagamos um supermico de turistonas, pois compramos aquele passe do ônibus turístico, que é aberto no andar superior. Não foi uma escolha muito feliz, pois com o calor que estava fazendo a viagem não era nada agradável lá em cima.
No primeiro dia, fomos ao Museu do Prado. Isso sim foi chique. Nunca tinha visitado um museu com obras de arte tão famosas, fiquei alucinada! Vimos uma exposição do Goya e o acervo do museu, que conta com obras de El Greco, Rafael, Velásquez, Tiziano, Rembrandt e Bosch, além de muitos outros. O museu é enorme e essa pressa em ver tudo deixou-me extremamente aflita. Pouco tempo e tanta coisa para ver, para assimilar.. Outro dia, em uma aula de estética, um professor meu disse que nós não vivemos mais na era da contemplação e que, por isso, a pintura não atrai mais tanta atenção das pessoas, que, hoje, é necessário movimento. É a era da imagem em movimento e da interatividade. Acredito que os organizadores de exposições deveriam pensar mais nisso para atrair mais frequentadores. Interatividade não é passar um videozinho, é apelar para todos os sentidos. Isso não nega a pintura, mas por que não “acoplar” música e pintura? Acho que as pessoas poderiam receber fones de ouvido que funcionassem como uma espécie de guia, sei lá. Só sei que algo precisa ser feito. Enfim, essa é uma opinião pessoal, mas não acho que algo escrito em uma parede funcione.
Ainda no primeiro dia, decidimos encontrar o Porky, um amigo nosso que está morando em Madri. Ele foi muito legal com a gente, nos encontrou no hotel e fomos andando até o centro. Mais uma vez, optamos pelo programa de turismo: 10 euros por três discotecas com direito a uma bebida em cada uma. A primeira discoteca era muito fraquinha e o calor estava de matar. A que eu mais gostei foi a segunda, mas não era bem uma discoteca, era um pub irlandês com música. Era véspera da final do Euro (Espanha e Alemanha) e, em todos os lugares, ouvia-se aos berros o hino da Espanha. Os espanhóis são mesmo barulhentos. Saindo dessa discoteca, fomos para a última. Vocês não têm idéia de qual foi meu espanto. Uma espanhola na noite é pior que dez brasileiras juntas. É sério. As mulheres se esfregam em todos os caras do lugar! Fiquei no meu cantinho, encostada na parede, amuada.. E exausta! O dia seguinte seria mais um longo dia.
No domingo, acordamos o mais cedo que conseguimos e fomos à Feira do Rastro com o Porky. É uma feira da ciganada, uma espécie de Uruguaiana gigante. O cuidado é o mesmo, bolsa bem presa embaixo do braço. Os ciganos têm a fama de serem mestres na arte de bater carteira, principalmente as senhorinhas. É preciso ficar atento. Não gostei de muita coisa na feira, mas acabei comprando um vestido meio riponga e, é claro, leques!
Em seguida, voltamos à supermaratona dos museus. Fomos primeiro ao Museu Reina Sofia e estava quase fechando. A propósito, na Espanha, a sesta é oficial. É verdade! Duas horas para tirar uma soneca depois do almoço. Depois, somos nós que não gostamos de pegar no batente! Enfim, conseguimos entrar no museu! De graça. Era uma promoção nesse dia. É neste museu que fica Guernica. A dimensão do quadro é absurda! É uma coisa enorme. Lindo de morrer. O museu também tinha muitos outros quadros de Picasso, Dalí, Mondrian, Miró.. Este museu era mais moderno. Fomos correndo depois ao museu Van Thyssen. Esse foi um dos mais lindos. Dalí, Van Gogh, Lautrec, Degard, Degas (eu vi o da bailarina!), Monet, Renoir, Modigliani.. Achei o máximo o fato de eles colocarem banquinhos nas salas para olharmos os quadros. No fim, não conseguia mais andar. A dor muscular estava forte e não tinha nenhum Dorflex por perto.
Fora tudo isso que acabei de contar, vi o estádio do Real Madrid; dei um pulo no bairro dos escritores, onde Cervantes viveu; tomei meu primeiro Starbucks; pensei no Alexandre o tempo inteiro, em como ele iria morrer em ver todos aqueles quadros de pertinho e no quanto quero fazer isso com ele; comi comida espanhola; fui no Mc Donalds (meu computador não tem apóstrofo) espanhol, pois a grana já estava curta; vi o entusiasmo dos torcedores espanhóis e seu vandalismo no metrô; tirei muitas fotos e tentei falar espanhol, já que os espanhóis não falam nada de inglês e meu espanhol é meio esquisito. O mais estranho é que sempre que falo espanhol, falo inglês ao mesmo tempo. Acho que esse aprendizado de línguas estrangeiras deve ficar situado na mesma parte do cérebro, só pode ser..
sexta-feira, 20 de junho de 2008
O meio acadêmico português
Há muito tempo que planejo deixar um post sobre o meio acadêmico português. Um assunto que me intriga profundamente é a postura de alguns alunos e professores. A competitividade entre os alunos por aqui é algo que me assusta e o estímulo dado a esta postura por alguns professores também. É claro que vivemos em um mundo capitalista, cada vez mais competitivo e individualista e toda essa história, mas não vejo nem nunca vi esse tipo de coisa no Brasil. Ainda mais num curso de comunicação que costuma ser, digamos, mais relax. Não há nada mais difícil aqui do que pegar anotações com alguém. Tirar cópia do caderno de alguém é algo meio impossível, acho hilário, mas é claro que existem exceções.
Eu quero que todo mundo se dê bem, que todos tirem notas fantásticas, não entendo porque algumas pessoas não são assim. Ouvi dizer que nas faculdades de medicina alguns alunos até disponibilizam resumos com informações erradas na xerox para que os outros alunos se saiam mal nas provas…
As notas aqui variam de zero a 20 e os alunos têm muitas chances para serem aprovados. Tem a prova normal ou trabalho, que chamam de avaliação contínua e, se não passarem, tem as frequências e, se não passarem novamente, tem os exames, que são realizados no fim do ano letivo. Parece fácil, mas em função de todas essas chances, os professores dão notas baixíssimas… Acho completamente sem sentido. Tive uma matéria esse período em que cada aluno teve que apresentar seminários individuais sobre diversos textos, buscando bibliografias complementares e coisas do gênero. A nota mais alta que a professora deu para as apresentações foi um 13, algo como um 6,5! Sinceramente, acho que a turma não é tão má assim… Eu tirei 12.. Uma das melhores… Não compreendo isto. O mais engraçado foi que a professora mandou um e-mail para o nosso grupo na internet com as notas de todos os alunos, os nomes e comentários tenebrosos sobre os trabalhos, ou seja, eu já sei quem escreve mal, quem tem problemas nisso ou naquilo. Fiquei embasbacada! Para mim, isso serve para estimular a competitividade. Claro que estudei Comunicação, não sei como é no Brasil em um curso de Medicina, por exemplo. E vocês, o que acham?
Eu quero que todo mundo se dê bem, que todos tirem notas fantásticas, não entendo porque algumas pessoas não são assim. Ouvi dizer que nas faculdades de medicina alguns alunos até disponibilizam resumos com informações erradas na xerox para que os outros alunos se saiam mal nas provas…
As notas aqui variam de zero a 20 e os alunos têm muitas chances para serem aprovados. Tem a prova normal ou trabalho, que chamam de avaliação contínua e, se não passarem, tem as frequências e, se não passarem novamente, tem os exames, que são realizados no fim do ano letivo. Parece fácil, mas em função de todas essas chances, os professores dão notas baixíssimas… Acho completamente sem sentido. Tive uma matéria esse período em que cada aluno teve que apresentar seminários individuais sobre diversos textos, buscando bibliografias complementares e coisas do gênero. A nota mais alta que a professora deu para as apresentações foi um 13, algo como um 6,5! Sinceramente, acho que a turma não é tão má assim… Eu tirei 12.. Uma das melhores… Não compreendo isto. O mais engraçado foi que a professora mandou um e-mail para o nosso grupo na internet com as notas de todos os alunos, os nomes e comentários tenebrosos sobre os trabalhos, ou seja, eu já sei quem escreve mal, quem tem problemas nisso ou naquilo. Fiquei embasbacada! Para mim, isso serve para estimular a competitividade. Claro que estudei Comunicação, não sei como é no Brasil em um curso de Medicina, por exemplo. E vocês, o que acham?
segunda-feira, 2 de junho de 2008
O show que eu não fui!
Amigos,
Não sei se vocês estão a par, mas está tendo Rock in Rio por aqui. Eu e o Alexandre queríamos muito ver a Amy Winehouse, mas não conseguimos. Deixamos para comprar o ingresso em cima da hora, pois estávamos com medo que a senhorita não aparecesse, o que, cá entre nós, não era muito impossível. Assim sendo, os ingressos esgotaram-se! Não desistimos e fomos até à porta, afinal, não era possível que não houvessem cambistas num festival dessa proporção! Mas haviam muito poucos, escondidos, pois o policiamento estava forte. Encontramos um, com a camisa do Brasil, que estava pedindo 150 euros por cada ingresso!!! Demos uma risada e seguimos em frente.
Posso dizer que tive uma sensação muito diferente do Rock in Rio Lisboa. Sabe aquela história de fazer uma social na porta? Pois é, por aqui não existem camelôs vendendo bebidas na porta. Nem cambistas! Às vezes, sinto uma falta imensa do jeitinho brasileiro..
Decidimos sair fora quando vimos uns policiais abordando um dos poucos cambistas e, pasmem, as pessoas que estavam comprando os ingressos com os cambistas!
Viemos pra casa e decidimos ver o show pela TV. Que decepção! Amy apareceu, mas drogada e bêbada como nunca. Completamente sem voz, ela fez um show de apenas 45 minutos, caiu no palco e exibiu seu chupão no pescoço. Essa é a Amy Winehouse. Mas não vimos nem sinal daquele vozeirão...
A rainha da noite, por incrível que pareça, foi a Ivete. Profissionalíssima, levantou a galera portuga. Podemos não gostar, mas é impossível negar o poder da Ivete. Lenny Kravitz fechou a noite com um show politicamente correto.
Expiem um pouco do show da Amy Winehouse no link aí embaixo.
http://br.youtube.com/watch?v=eHgcMvhAl5c&feature=related
Não sei se vocês estão a par, mas está tendo Rock in Rio por aqui. Eu e o Alexandre queríamos muito ver a Amy Winehouse, mas não conseguimos. Deixamos para comprar o ingresso em cima da hora, pois estávamos com medo que a senhorita não aparecesse, o que, cá entre nós, não era muito impossível. Assim sendo, os ingressos esgotaram-se! Não desistimos e fomos até à porta, afinal, não era possível que não houvessem cambistas num festival dessa proporção! Mas haviam muito poucos, escondidos, pois o policiamento estava forte. Encontramos um, com a camisa do Brasil, que estava pedindo 150 euros por cada ingresso!!! Demos uma risada e seguimos em frente.
Posso dizer que tive uma sensação muito diferente do Rock in Rio Lisboa. Sabe aquela história de fazer uma social na porta? Pois é, por aqui não existem camelôs vendendo bebidas na porta. Nem cambistas! Às vezes, sinto uma falta imensa do jeitinho brasileiro..
Decidimos sair fora quando vimos uns policiais abordando um dos poucos cambistas e, pasmem, as pessoas que estavam comprando os ingressos com os cambistas!
Viemos pra casa e decidimos ver o show pela TV. Que decepção! Amy apareceu, mas drogada e bêbada como nunca. Completamente sem voz, ela fez um show de apenas 45 minutos, caiu no palco e exibiu seu chupão no pescoço. Essa é a Amy Winehouse. Mas não vimos nem sinal daquele vozeirão...
A rainha da noite, por incrível que pareça, foi a Ivete. Profissionalíssima, levantou a galera portuga. Podemos não gostar, mas é impossível negar o poder da Ivete. Lenny Kravitz fechou a noite com um show politicamente correto.
Expiem um pouco do show da Amy Winehouse no link aí embaixo.
http://br.youtube.com/watch?v=eHgcMvhAl5c&feature=related
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